top of page
Buscar

"ELA" FAZ TEXTÃO NO FACEBOOK EM FORMA DE DESABAFO.

  • Well Bruno
  • 9 de mar. de 2017
  • 3 min de leitura

Era um animal, predadora, carnívora, o tubarão de Steven Spielberg seguindo o rastro de sangue. Ah! Confesso, um fetiche pela catástrofe global, e era assim que eu fazia buscas pelos sites pornôs CA-TAS-TRO-FES-GLO-BAIS BUSCAR! Nunca encontrei nada que me deixasse saciada, era obrigada a me masturbar ao som dos discursos de Hitler, Stalin, George W. Bush... Amadores!

Tive uma ideia!

Genial! Ninguém jamais foi tão original, nem Bin Laden, nem o Onze de Setembro, o Estalo Islâmico, perto de mim, era um antro de estagiários, daqueles que servem café fraco e quase imploram pela demissão.

Os Maias previram um fim do mundo que não aconteceu, mas eu, EU, reescrevi o apocalipse, transformei-o em Blockbuster! Hollywoodiano! Cheio de efeitos especiais... No cartaz, uma fotografia minha, posada, seminua, a Afrodite sanguinária, a chacrete da Nova Era! Só a minha própria imagem era capaz de me fazer gozar, toda aquela euforia se materializava num membro que me fecundava dia e noite. Um filme escrito por Ela! Dirigido por Ela! Estrelado por Ela! Eu! Soberana! Absoluta! Tracei o plano, dividi as cenas e fui ao estrelato!

E nas páginas policiais de um jornal facista, do qual tenho muito apreço, eu o vi, pela primeira vez! Diziam se tratar do mentor da guerra, audácia! Esse homem? Sozinho? Soltei o riso. Oras, um anarquistazinho encapuzado brincando de fazer balbúrdia, nada original! Apenas uma Deusa poderia parir tanta dor...

Desci os olhos e li a matéria ao seu respeito. O tal lobinho tinha potencial, muito abaixo do meu, mas tinha! Era viril, másculo, uma voz grave, acompanhada de um estilo Badboy, gritando palavras de ordem nas ruas, com molotovis nas mãos... Ele fazia meu tipo. Fui ao seu encontro, mas ele era: Solitário.

Estou grávida de caos, meus seios, pesados, amamentarão com sangue inocente o bebê-touro-dragão que fará da terra uma grande vaquejada, rua por rua, beco por beco, viela por viela. Sinto as contrações, os chifres que nascem do crânio do meu ainda feto escreverão a história de um novo mundo! E isso me deixa faminta, desejosa, vamos! Tragam-me a cabeça do LOBO, hoje quero me alimentar dela, DECAPITAÇÕES!

Ah, se não fosse essa sua mania burra de fazer tudo sozinho, poderíamos nos tornar Brad Pitt e Angelina Jolie do apocalipse! Seríamos flagrados brincando com as crianças-touros-dragões num mar de corpos sem vida, sairíamos na capa da revista Caras com a manchete "Ela e o Lobo admitem: Adoramos fazer tiro ao alvo mirando mísseis em casas do repouso para crianças com câncer". A ONU e a Unicef falariam de nós em toda reunião!

Como você pode ser tão cego? Pra quê tanta ideologia? Se o cheiro da carne dos alienados e dos intelectuais fedem igual? Negas-te a mim? Tolo! Tolo! A mulher do fogo! A nova Joana D'arc, a anunciadora da guerra que... Aquilo tudo que você já sabe!

Parvati, Lakshimi, Saraswati, Kali, Dalila, Jezabel, Atena, Oxum, Iansã.

A Yemanjá da lama negra! A Hipacia de Alexandria pós Lúcifer.

E agora, você!

Olhos sem paisagem, olhos que não fecham, uma cabeça... Que nem faz gozar, uma língua parada que não estimula o clitóris, um pedaço de coisa morta.

Talvez eu seja sentenciada por duplo homicídio. Pela decaptação desse verme e por estourar à pau o crânio do filho-da-puta. Não me importo.

Te jogarei aos cães. A beira de estrada! Como uma oferenda que Exu não aceitará e que apodrecerá sozinho... Não era assim que você gostava? Sozinho.

Preciso dormir.

E gozar.

Mas gozar, eu penso em como amanhã.

Na parede, meu cartaz, seminua.

Vamos querida, somos nós duas essa noite.


 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
 o troço:

 

Acreditamos que o conceito 'espetáculo' não consegue dar conta de nossos anseios estéticos e, por isso, procuramos e encontramos numa outra palavra conceitual, um tanto inusitada, algo que nos pareceu mais condizente: troço.

 

O troço é uma coisa. E uma coisa é difícil de ser definida, delimitada, de se ver claramente seus contornos, é algo que nos escapa à explicação, mas que também tem em si algo de quase desprezível, de imprestável. O troço está à margem.

 

A utilização de troço ao invés de Espetáculo como denominação de nossa criação traz consigo um posicionamento crítico sobre a sociedade contemporânea, compartilhando com pensamento proposto por Guy Debord em sua obra Sociedade do espetáculo.

 

Além disso, como resultado estético, encontramos no troço a hibridização das formas artísticas.

 próximos EVENToS: 

ago/16: Inscrições e início da Oficina de Demo_lições Artísticas  

ago/16:  Intervenção texto coletivo

11/09/16:  Inauguração da sede da Descompan(h)ia Demo_lições Artísticas iLTDAs

 

set/16:  Exposição

 Siga o ARTeFATo: 
  • Facebook B&W
  • Twitter B&W
  • Instagram B&W
 POSTS recentes: 
 procurar por TAGS: 

© 2016 por Descompan(h)ia Demo_lições Artísticas iLTDAs. Orgulhosamente criado com Wix.com

  • Facebook B&W
  • Twitter B&W
  • Instagram B&W
bottom of page